sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Balada de Lisboa



Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo

Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Esta é a cidade onde chegas
Nas manhãs de tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente

Esta e a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais

Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem

Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém

Manuel Alegre, in "Babilónia"

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Lançamento do Livro ATELIER SUBTERRÂNEA



O Atelier Subterrânea é o local de trabalho de seis artistas e também é um espaço independente de artes visuais que promove exposições, cursos e palestras, desde 2006.
A iniciativa é muito bacana porque os principais apoiadores sempre foram os próprios artistas e críticos que dela participaram.
Quem se interessa por arte ou quiser conhecer um pouco mais sobre esta história, agora poderá encontrá-la em cores vibrantes e texto crítico, no livro bilíngue Atelier Subterrânea, financiado pelo FUMPROARTE (Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre), em evento que também comemora os quatro anos do atelier, neste sábado (04/09).
O livro reúne extensa documentação fotográfica e entrevista do historiador e crítico de arte Alexandre Santos, além de trabalhos concebidos especificamente para esta publicação, pelos artistas convidados: Cildo Meireles, Edith Derdyk, Fábio Zimbres, Flávio Gonçalves, Gerson Reichert, Lia Menna Barreto e Rodrigo Lourenço, e também pelos integrantes da Subterrânea (Adauany Zimovski, Gabriel Netto, Guilherme Dable, James Zortéa, Lilian Maus, Túlio Pinto).



Quem quiser também poderá acompanhar através da transmissão direta de vídeo realizada no Twitter do Atelier Subterrânea (twitter.com/subterranea745).

O que? Lançamento do livro “Atelier Subterrânea”
Quando? Sábado, 04/09, às 19h - DJs Giancarlo Lorenci e Leo Felipe (entrada franca)
Onde? Atelier Subterrânea (Av. Independência, 745/Subsolo – Porto Alegre)
Saiba mais: www.subterranea.art.br

Para ter um gostinho do que te espera:

terça-feira, 31 de agosto de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Escrever para não ser apagado



Se você tivesse que colocar uma redoma em alguma parte da cidade de Lisboa, em qual lugar a colocaria? E se fosse permitido escolher algum objeto ou pessoa para te fazer companhia, o que ou quem você escolheria?
Estas foram as perguntas que abriram a Oficina de Escrita ministrada no espaço Escrever, Escrever, no coração do Chiado.
Imaginariamente, a redoma acompanhou os contornos exuberantes do rio Tejo, a familiaridade da Alfama, a visão inacreditável do miradouro de Santa Catarina. Houve quem ainda elegeu a efervescência do Rossio e outros recantos.
Livros, vinhos, amores, preencheram o espaço interno. Bastava apoiar-se com conforto e apreciar o lugar, mas como a oficina estava iniciando, a próxima atividade foi escrever sobre as experiências com a cidade, descrever um lugar específico, alguma história inusitada ou simplesmente uma lembrança de Lisboa. Tudo para contar a cidade através da própria experiência.
Foi por isso que a sala encheu-se de nostalgia e vida e abençoou a todos com histórias emocionantes e os mais variados aromas e sons.
Alguns textos poderão ser lidos na íntegra, em breve, aqui mesmo no blog.

O espaço Escrever, Escrever é muito charmoso e tem um astral bacana e inspirador.
Lá dá vontade de escrever sempre.
Conheça: www.escreverescrever.com

sexta-feira, 16 de julho de 2010

De Belo Horizonte para o mundo

Música brasileira

Programação


Sarau Literário

O Sarau Literário emocionou os convidados na voz de João Coração, Luiz Gabriel Lopes e Estêvão Haeser.
Conheça os músicos:
http://www.myspace.com/joaocoracao

http://www.myspace.com/lglopes

Oficina Escrever para não ser Apagado




Durante a oficina, que também ocorreu na Livraria Ler Devagar, os convidados relataram suas vivências com a cidade de Lisboa. Este exercício será o ponto de partida para a construção artística que resultará num livro, composto de textos, fotos e ilustrações, tanto dos entrevistados, quanto dos lugares.

Intercâmbio Cultural





A literatura e a arte recepcionaram os portugueses e brasileiros que estiveram, nesta segunda-feira 12 de julho, na Livraria Ler Devagar. A língua é um convite que permite a troca e celebra a experiência do encontro.
Dividido em três etapas (oficina “Escrever para não ser Apagado”, conferências sobre literatura, arte e a cidade e Sarau Literário), o evento contou com a participação de escritores, artistas e músicos destes dois países.
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A ação integra o “Projeto Cá e Lá: Longe ou Perto”, que pretende estimular um intercâmbio de vivências entre moradores e visitantes das cidades de Lisboa e Porto Alegre, ampliando a noção de semelhança entre colonizador e colonizado, ao mesmo tempo em que surgem olhares sobre as diferenças.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cá e Lá: Longe ou Perto

Já dizia Fernando Pessoa, o homem é do tamanho do seu sonho. Tudo deriva disto: acreditar. É preciso ter coragem para testar os limites, enfrentar fronteiras e seguir adiante quando tudo ainda está no campo das ideias. Plantar coragem em cada ação cotidiana. Aprender e oportunizar experiências para que também outros possam acreditar e ensinar, alargando a corrente de satisfação e boa ventura.
Escrever sobre a história das vidas e a partir delas entender a ligação e a distância da cidade em que vivemos e da cidade mãe da nossa colonização é um projeto que nos enche de novos mistérios e inspirações.
O Projeto “Cá e Lá: Longe ou Perto” é um sonho que de forma harmoniosa se desenha sobre os olhos. Quase ao alcance das mãos. Das nossas e de tantas outras. E só por isto já vale o que nos consome. Não deixem, também vocês, de acreditar nos seus sonhos. Vale o preço. Fica o convite para acreditarem conosco.
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Dever de Sonhar

Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa